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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Curiosidades da Moda!

Mais do que uma peça de roupa íntima da mulher ocidental, associada ao erotismo, repressão e dor, o espartilho moldou o corpo feminino de acordo com a história de cada período. Ele atravessou quatro séculos, sobreviveu a regimes políticos, mudanças de comportamento e cultura, guerras e diferenças sociais.
Apesar de causar sérios problemas de saúde, o espartilho era considerado pela aristocracia um sinal de superioridade, já que era um obstáculo ao trabalho. A mulher modesta usava um corselete medieval, atado por cordões pouco apertados e amarrado na frente, ao contrário do corpete aristocrático, atado por trás, que exigia a ajuda de empregados. Mais importante do que a própria saúde, o uso do espartilho marcava a necessidade de se distinguir do povo.

MODA JAPONESA

No Japão, andar nas ruas é quase como estar num desfile de moda. Principalmente no fim de semana, os mais variados estilos circulam totalmente à vontade pelas ruas e shoppings, sem que as pessoas fiquem a olhar ou comentando pelos cantos. Além das roupas coloridas, por vezes sem qualquer combinação, os cortes de cabelos também chamam a atenção.

Alguns dos homens japoneses vão às lojas de departamento feminino e, se gostarem de uma peça de roupa, provam e levam. Assim, não é difícil de encontrar nas ruas aqueles que se vestem com jaquetas ou calças do sexo oposto! .

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ITÁLIA TEM PRAIA SÓ PARA MULHERES

Riccione, no norte da Itália, abriu uma praia exclusiva para mulheres. Conhecida como a praia "cor-de-rosa", o local proíbe a presença masculina e teve a infra-estrutura elaborada para promover o bem-estar e o conforto das mulheres. Um cartaz colocado na entrada avisa aos visitantes que o acesso aos homens está interditado e, de longe, é possível ver as diferenças entre a praia "cor-de-rosa" e as demais praias italianas.

Diversas formas de entretenimento, como cursos de cozinha e aulas de ginástica fazem parte da programação e, nas tardes de domingo, cabeleireiros, esteticistas, manicuras e esteticistas estão à disposição das frequentadoras.


PORQUE NÃO DÓI CORTAR O CABELO? Não dói cortar o cabelo porque o pelo tem duas partes: raiz e haste. A raiz está dentro da pele e é parte viva do cabelo. Já a haste, que são os fios, é composta de células mortas. Por isso, quando cortamos o cabelo, estamos a cortar a parte morta. Agora, quando arrancamos um pelo sentimos dor porque estamos a tirar uma raiz viva.-

CALÇAS JEANS

As calças "jeans" foram criadas há 125 anos pelo imigrante bavaro Levy Strauss para atender garimpeiros da Califórnia, que necessitavam de roupa resistente, com muitos bolsos para carregar ferramentas. O nome veio do tecido "denim", importado de Nimes, França, que garimpeiros genoveses pronunciavam "jeans".


A HISTÓRIA DO SOUTIEN

O torturante espartilho submeteu a mulher a quatro séculos de sacrifício em nome da beleza. Cordões bem apertados forçavam os seios para cima e aceleravam a respiração, em numa época na qual as mulheres se sujeitavam a problemas respiratórios, digestivos e circulatórios para terem seios sensuais.

Neste período, os homens dominavam a indústria de langerie, e estimulavam o uso do corpete para garantirem a "virtude de suas mulheres" e também os seus lucros.

Em 1889, Herminie Cadolle cortou a parte de cima dos incómodos espartilhos e, assim, criou o soutien. Um modelo semelhante ao conhecido hoje, de algodão e seda, foi desenvolvido em 1912.

Somente na década de 30 é que os diferentes tamanhos e formatos dos seios passaram a ser considerados na hora de produzir uma peça, e começaram a ser fabricados soutiens em tamanhos que variavam de A a D. A partir daí, o soutien ganha novos materiais, modelos e passa a ter uma ligação com o comportamento da mulher diante da sociedade.

Com a escassez da seda provocada pela Segunda Guerra (1939 a 1945), a indústria têxtil precisou buscar novos materiais. Surgem as fibras sintéticas, que davam aos soutiens elasticidade e resistência. Por 20 anos, o artigo de sustentação dos seios sofreu várias alterações, acompanhando a anatomia dos bustos generosos das estrelas da época.

Nos anos 50, a actriz Brigitte Bardot aparece com um minúsculo soutien meia-taça enfeitado com rendas. Convencidas de que o soutien era o principal símbolo da repressão sexual masculina, feministas queimam soutiens em praça pública, incentivando as mulheres a abolirem o uso da peça. O protesto aconteceu em 58, logo após o surgimento da lycra.

Era o início da revolução sexual dos anos 60, momento no qual as mulheres se mostravam cada vez mais soltas. São os tempos de valorização dos seios pequenos e de soutien mais delicados e livres de costuras.

Porém, alguns anos depois, as mulheres passam a perceber que o soutien, além de acessório sedutor, tem a função de sustentar os seios, e o soutien volta a ser usado. Nos anos 80 a langerie para os seios passa a ser uma grande aliada das mulheres que aderiram à febre aeróbica. Em 1982, surgem as rendas com lycra.

Após décadas de seios camuflados, os anos 90 trazem a valorização do busto como referência de feminilidade. Junto de novos tecidos e cores, surgem modelos para realçar ou aumentar os seios. A ciência passa a ser mais uma ferramenta da indústria para garantir a satisfação das mulheres com o soutien. -


O USO DE COSMÉTICOS PODERIA ANULAR UM CASAMENTO?

Uma lei grega do século II proibia que as mulheres escondessem sua verdadeira aparência com maquilhagem antes do casamento. A legislação, adoptada pelo Parlamento britânico no final do século XVIII, permitia a anulação do casamento se a noiva estivesse de maquilhagem, dentadura ou cabelo falso. O termo desobrigava de suas responsabilidades os maridos, que haviam se casado com uma "máscara falsa".

"Todas as mulheres que a partir deste acto tirarem vantagem, seduzirem ou atraírem ao matrimónio qualquer súbdito de Sua Majestade por meio de perfumes, pinturas, cosméticos, loções, dentes artificiais, cabelo falso, lã de Espanha, espartilhos de ferro, armação para saias, sapatos altos ou anquilhas, ficam sujeitas à penalidade da lei que agora entra em vigor contra a bruxaria e contravenções semelhantes e que o casamento, se condenadas, seja anulado..."

Carta publicada por um marido "traído pela aparência de sua esposa" no jornal britânico The Spectator, em 1711.

"Senhor, estou pensando em largar a minha mulher e acredito que quando o senhor considerar o meu caso, a sua opinião será a de que minhas pretensões ao divórcio são justas. Nunca um homem foi tão apaixonado como eu pela sua fronte, pescoço e braços alvos, assim como a cor azeviche de seus cabelos. Mas para meu espanto descobri que era tudo feito de arte: sua pele é tão opaca com esta prática, que quando acordou de manhã, mal parecia jovem o suficiente para ser mãe de quem levei para a cama na noite anterior. Tomarei a liberdade de deixá-la na primeira oportunidade, à menos que seu pai torne sua fortuna apropriada às suas verdadeiras , e não supostas, feições..."

Um comentário:

Adriana disse...

Gostei muito da matéria!
Parabéns!